Bênção Druida

"Que o caminho seja brando a teus pés... O vento sopre leve em teus ombros... Que o sol brilhe cálido sobre tua face... As chuvas caiam serenas em teus campos... E até que eu de novo te veja, que os Senhores te guardem nas palmas de Suas mãos".....

domingo, 11 de abril de 2010

POVO ORIENTE X CIGANOS DO ORIENTE

POVO ORIENTE: é uma Falange em grande ascensão dentro da Umbanda, chegando aos Terreiros na vibração de Xangô, normalmente conhecidos como mentores são Mestres de povos do oriente com grande desenvolvimento espiritual e conhecimento profundo de vários assuntos. São muito cultos e responsáveis, de poucas palavras e muito trabalho. Apresentam-se de forma humilde e simples, não necessitando de nenhum tipo de oferenda além da fé e da dedicação de seus aparelhos, além de exigirem o cumprimento de regras básicas para uma melhor interpenetração de energias com seus médiuns. Têm uma vibração extremamente sutil. E esperam que seus médiuns cumpram sua parte no que se refere ao preparo correto para trabalhar com suas energias. Trabalham mais pela irradiação do que pela incorporação propriamente dita.


CIGANOS DO ORIENTE: composta por aqueles que em encarnações anteriores tiveram grande conhecimento da espititualidade e de magia, a maioria encarnou entre o Povo Cigano e de tal povo preferiram guardar a imagem com a qual aparecem para nós. Em geral denominam-se ciganos do oriente, para situarem de onde vêm, pois viveram no antigo oriente médio ou no extremo oriente. São mais antigos, lembram-se de tempos mais remotos em que foram conhecedores do poder e da magia dos antigos templos.Não são tão sutis quanto o Povo do Oriente, mas também não são tão mundanos quanto os Ciganos (europeus, apenas para explicar). Levam tudo muito à sério, mas também são alegres, gostam de cantorias , bebem licores,vinho branco,chás de frutas, alguns fumam outros não, “Comem” (oferendas) comidas ciganas e muitas frutas e frutos da terra. Gostam muito de flores em suas oferendas e trabalham com cristais, cromoterapia, numerologia, astrologia,limpezas de aura, uso dos chacras, fluidoterapia, fluidificação de água com fins curativos, aromoterapia, tarot, e outros jogos e magias de seu conhecimento.Gostam muito de trabalhar com a cura física e com a doutrinação que cura espiritualmente.

Povo do Oriente (6ª. Linha de Umbanda)

É representada por Xangô do Oriente e sincretizado em São João Batista, festejado no dia 24 de junho. Sua legião é formada da seguinte maneira:

Legiões


Chefes

Hindus


Zartu


Árabes e Marroquinos


Jimbaruê

Médicos e Cientistas


José de Arimatéia


Japoneses, Chineses e Mongois


Ori do Oriente

Egípcios, Astecas e Incas


Inhoari


Índios Caraíbas


Itaraiaci


Gauleses, Romanos e Europeus


Marco _ 1º. Imperador Romano


Comandam os Mestres da Cura e atuam nos hospitais, nos terreiros de Umbanda onde as pessoas comparecem na esperança da cura através do passe que são emanados por espíritos evoluídos e por médicos.


A força magnética reside, sem dúvida no médium, que aumenta pela ação dos Espíritos Curadores que são chamados em seu auxílio; são eles: Mestre Carlos, André Luís, Emmanuel, Dr. Bezerra de Meneses e todos os Mentores Orientais.


Aqueles que se dedicam aos trabalhos de cura através do passe devem cultivar além da humildade, boa vontade, fé, elevação espiritual, amor fraternal e respeito ao doente.


No processo patológico orgânico os "passes" não dispensam os recursos da medicina, devendo ser utilizado como complemento.

POVO DO ORIENTE NA UMBANDA

A Linha do Oriente é parte da he­rança da Umbanda brasileira. Ela é com­posta por inúmeras entidades, classi­ficadas em sete falanges e maiorita­riamente de origem oriental. Apesar dis­­so, muitos espíritos desta Linha po­dem apre­sentar-se como caboclos ou pretos velhos.



O Caboclo Timbirí (ca­bo­clo japo­nęs) e Pai Jacó (Jacob do Ori­ente, um preto velho bastante ver­sado na Ca­bala Hebraica), săo os casos mais co­nhe­cidos. Hoje em dia, ganha força o cul­to do Caboclo Pena de Pa­văo, enti­dade que trabalha com as for­ças espiri­tuais divinas de origem indiana.


Mas nem todos os espíritos săo ori­entais no sentido comum da palavra. Es­ta Linha procurou abri­gar as mais di­ver­sas entidades, que a princípio năo se encaixavam na matriz formadora do bra­sileiro (índio, portuguęs e afri­cano).


A Linha do Oriente foi muito popular de 1950 a 1960, quando as tradiçőes bu­­­distas e hindus se firmaram entre o povo brasileiro. Os imigrantes chineses e japoneses, sobretudo, passaram a fre­­qüentar a Umbanda e trouxeram se­us ances­trais e costumes mágicos.


Antes destas datas, também era co­mum nesta Linha a presença dos que­ridos espíritos ciganos, que possuem ori­­­gem oriental. Mas tamanha foi a sim­patia do povo umbandista por estas en­­­tidades, que os espíritos criaram uma “Linha” independente de trabalho, com sua própria hierarquia, magia e ensi­na­mentos. Hoje a influęncia do Povo Ci­gano cresce cada vez mais dentro da Umbanda.


Existem muitas maneiras de classi­ficar esta Linha e este pequeno artigo, năo pretende colocar uma ordem na ma­neira dos umbandistas estudarem es­ta vertente de trabalho espiritual. Dei­xo a palavra final para os mais ve­lhos e sábios, desta belíssima e diver­sificada religiăo. Coloco aqui algumas instruçőes que colhi com adeptos e mé­diuns afinados com a Linha do Oriente.


Namaste e Salve o Oriente!






CARACTERÍSTICAS DA LINHA DO ORIENTE:






• Lugares preferidos para ofe­rendas: As entidades gostam de co­linas descampadas, praias desertas, jar­dins reservados (mas também rece­bem oferendas nas matas e santuários ou congás domésticos).






• Cores das velas: Rosa, amarela, azul clara, alaranjada ou branca.






• Bebidas: Suco de morango, suco de abacaxi, água com mel, cerveja e vinho doce branco ou tinto.






• Tabaco: Fumo para ca­chimbo ou charuto.Tam­­bém utili­zam ci­gar­ro de cravo.






• Ervas e Flores: Alfa­zema, todas as flores que sejam bran­cas, palmas ama­relas, mon­senhor branco, monse­nhor amarelo.






• Essęncias: Alfazema, olíbano, ben­joim, mirra, sân­da­lo e tâmara.






• Pedras: Citrino, quart­zo rutilado, topá­zio im­perial (citrino tor­nado ama­relo por aque­ci­men­to) e topá­zio.






• Dia da semana recomen­dado para o culto e ofe­rendas semanais: Quinta-feira.






• Lua recomendada (para oferenda mensal): Se­gundo dia do quarto min­guante ou primeiro dia da Lua Cheia.






• Guias ou colares: Colar com cento e oito contas (108), sendo 54 brancas e 54 amarelas. Enfiar se­qüencial­mente uma branca e uma amarela. Fechar com firma branca. As enti­dades india­nas também utilizam o rosá­rio de sân­dalo ou tulasi de 108 con­tas (japa ma­la). Algumas criam suas pró­prias guias, se­gundo o mis­tério que trabalham.






CLASSIFICAÇĂO DA LINHA DO ORIENTE


Suas Falanges, Espíritos e Chefes:






01 - Falange dos Indianos:


Espíritos de antigos sacerdotes, mes­tres, yogues e etc. Um de seus mais conhecidos inte­gran­tes é Ramatis. Está sob a chefia de Pai Zartu.






02 - Falange dos Árabes e Turcos:


Espíritos de mouros, guerreiros nôma­des do deserto (tuaregs), sábios marroquinos, etc... A maioria é mu­çulmana. Uma Legiăo está composta de rabinos, cabalistas e mestres judeus que ensinam dentro da Umbanda a mis­teriosa Cabala. Está sob a chefia de Pai Jimbaruę.






03 - Falange dos Chineses, Mon­góis


e outros Povos do Oriente:


Espíritos de chineses, tibetanos, japoneses, mongóis, etc. Curio­sa­men­te, uma Legiăo está in­te­grada por es­pí­ri­tos de origem esquimó, que tra­balham muito bem no desmanche de demandas e feitiços de magia ne­gra. Sob a chefia de Pai Ory do Oriente.






04 - Falange dos Egípcios:


Espíritos de antigos sacerdotes, sacer­dotisas e magos de origem egípcia antiga. Sob a chefia de Pai Inhoaraí.






O5 - Falange dos Maias, Toltecas,


Astecas e Incas:


Espíritos de xamăs, chefes e guer­rei­ros destes povos. Sob a chefia de Pai Itaraiaci.






06 - Falange dos Europeus:


Năo săo propriamente do Oriente, mas inte­gram esta Linha que é bas­tante sincrética. Espí­ri­­tos de sábios, ma­gos, mestres e velhos gue­rreiros de origem européia: romanos, gau­leses, ingleses, es­can­dinavos, etc. Sob a che­fia do Impe­rador Marcus I.






07 - Falange dos Médicos e Sábios:


Os espíritos desta Falange săo especiali­zados na arte da cura, que é integrada por médicos e tera­peutas de diversas origens. Sob a chefia de Pai José de Arimatéia.






ALGUNS PONTOS CANTADOS


E SUA MAGIA


Aqui reproduzo alguns Pontos Can­tados, mas destaco a sua eficácia mân­trica e năo somente invocatória. Ou seja, nesta Linha os Pontos podem ser usados como mantras com fina­lidades específicas, independente de servirem para chamar as entidades pa­ra o trabalho de caridade no Centro ou Terreiro. Neste caso, os Pontos de­vem ser acompanhados das res­pectivas oferendas (veja abaixo).






PONTO DO POVO HINDU


• para afastar energias negativas diversas.


Oferenda: velas amarelas – 3, 5 ou 7, flores amarelas ou brancas e incenso de flores (rosa, verbena, etc...), coloca­dos dentro de uma estrela de seis pontas, hexagrama, traçada no chăo com pemba amarela.






Ory já vem,


Já vem do oriente


A bençăo, meu pai,


Proteçăo para a nossa gente.


A bençăo, meu pai,


Proteçăo para a nossa gente.






PONTO DO POVO TURCO


• para afastar os inimigos pessoais ou da religiăo umbandista.


Oferenda: velas brancas – 3, 5 ou 7 e charutos fortes, dentro de uma estrela de cinco pontas, pentagrama, traçado no chăo com pemba branca. Jamais ofereça bebida alcoólica a este Povo.


Tá fumando tanarim,


Tá tocando maracá.


Meus camaradas, ajudai-me a cantar,


Ai minha gente, flor de orirí


Ai minha gente, flor de orirí.


Em cima da pedra


Meu pai vai passear, orirí.






PONTO DO POVO ESQUIMÓ


- para afastar os inimigos ocultos e destruir forças maléficas.


Oferenda: velas rosas – 3, 5 ou 7, pedacinhos de peixe defumado em um alguidar, tudo dentro de um círculo traçado no chăo com pemba rosa.






Salve o Polo Norte


Onde tudo tudo é gelado,


Salve Povo Esquimó


Que vem de Aruanda dar o recado.


Salve a Groenlândia,


Salve Povo Esquimó


Que conhece a lei de Umbanda.






PONTO DO POVO GAULĘS


• para as lutas e necessidades diárias.


Oferenda: velas brancas – 3, 5 ou 7, cerveja branca ou vinho tinto, tudo dentro de uma cruz traçada no chăo com pemba verde.






Gauleses, Oh gauleses,


Somos guerreiros gauleses.


Gauleses, Oh gauleses


Săo Miguel está chamando.


Gauleses, Oh gauleses,


Somos guerreiros de Umbanda,


Gauleses, Oh gauleses,


Vamos vencer demanda.






PONTO DO POVO ASTECA


• para buscar a sabedoria espiritual.


Oferenda : nove velas alaranjadas, milho, fumo picado, tudo dentro de um círculo traçado no chăo com pemba branca.






Asteca vem, Asteca vai


Nosso povo é valente,


Tomba, tomba e năo cai...


(cantar nove vezes)






PONTO DO POVO CHINĘS


• para proteçăo diante de situaçőes muito graves.


Oferendas: sete velas vermelhas (é a cor preferida deste Povo), arroz cozido sem sal, vinho branco, tudo dentro de um círculo traçado no chăo com pemba vermelha.






Os caminhos estăo fechados


Foi meu povo quem fechou,


Saravá Buda e Confúcio


Saravá meu Pai Xangô.


Saravá Povo Chinęs,


Que trabalha direitinho,


Saravá lei de Quimbanda,


Saravá, eu fecho caminho.






Curioso Ponto Cantado do Caboclo Tim­birí – onde ele afirma sua origem japonesa.






ANTIGO PONTO DE TIMBIRÍ






Marinheiro, marinheiro,


olha as costas do mar...


É o japones, é o japones !


Olha as costas do mar.


Que vem do Oriente !

Povo do Oriente

Os Mestres do Oriente trabalham em diversas religiões, inclusive na Umbanda. São muito discretos em sua forma de se apresentar e trabalhar, e estas formas mudam de acordo com a religião ou local em que irão atuar. São espíritos de grande conhecimento, seriedade e elevação espiritual. Alguns deles não demonstram muito sentimento, mas mesmo assim têm muita vontade de ajudar ao próximo, com o tempo tendem a evoluir também para um sentimento maior de amor ao próximo.

São extremamente práticos não aceitando conversas banais ou ficar se estendendo a assuntos que vão além de sua competência ou nos quais não podem interferir, pois não são guias de consulta no sentido ao qual estamos habituados na Umbanda.

Para se ter uma idéia melhor, sua consulta seria o pólo oposto à consulta com um Preto Velho. Normalmente os pretos velhos dão consultas longas, cheias de ensinamentos de histórias, apelando bem para o lado emocional. Já os Mentores de Cura, se dirigem ao raciocínio, buscam fazer o encarnado compreender bem as causas de suas enfermidades e a necessidade de mudança nessas causas, bem como a necessidade de seguirem à risca os tratamentos indicados. Quando precisam passar algum ensinamento o fazem em frases curtas e cheias de significado, daquelas que dão margem à longas meditações.

São espíritos que quando encarnados foram: Médicos, Enfermeiros, Boticários, Orientais (que exercem sua própria medicina desde bem antes das civilizações ocidentais), Religiosos (monges, freis, padres, freiras, etc.), ou exerceram qualquer outra atividade ligada a cura das enfermidades dos seres humanos, seja por métodos físicos, científicos ou espirituais.